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À conversa com…
Yoko Ishikura, consultora independente do Fórum Económico Mundial

Conhecemos Yoko Ishikura na conferência GPA “Cidadania e o Futuro da Sustentabilidade” realizada em janeiro deste ano e ficámos a saber mais sobre o conceito Sociedade 5.0, sobre o qual já tínhamos alguns conhecimentos, mas não uma visão tão integrada sobre o tema.

O envelhecimento da população e as novas tecnologias tornam obrigatório que empresas, governos e trabalhadores encontrem novas formas e soluções de trabalho.
Foi sobre essa premissa que nasceu o programa Sociedade 5.0, que está em desenvolvimento no Japão desde meados de 2016, o país onde o envelhecimento da população é mais alarmante, com 27% da sua população com mais de 65 anos.
O programa tem como grande objetivo “posicionar o ser humano no centro da inovação e transformação tecnológica”. É uma iniciativa do governo japonês, desenvolvida em parceria com a comunidade empresarial, que tem em vista a preparação dos trabalhadores, e das empresas, para o mundo atual (e futuro) de trabalho, caraterizado pelas mudanças cada vez mais rápidas. Mudanças essas que exigem aos trabalhadores uma adaptação também célere e até mesmo proativa. Torna-se assim premente o desenvolvimento de novas competências, onde a tecnologia se assume como elemento constante, mas que surge ainda na figura de aliada, quer no desempenho laboral como na garantia do incremento do bem-estar no dia a dia de todos.
Yoko Ishikura, consultora independente do Fórum Económico Mundial, defende que a aquisição de competências digitais e a aprendizagem ao longo da vida são elementos fundamentais para os trabalhadores poderem desempenhar o seu trabalho e terem a capacidade de se adaptar à mudança e a à presença crescente, e tendencialmente mais transversal, da Internet of Things (IoT) e da Inteligência Artificial (AI). É incontornável que a tecnologia está a mudar o modo de vida, de trabalho e de aprendizagem atuais. Mas é fundamental percebermos como podemos tirar daí o maior partido para a nossa sociedade como um todo.

Dinamismo imobiliário a crescer

O setor imobiliário está em franco desenvolvimento nos diversos segmentos, nomeadamente nas áreas residencial e escritórios. E a Capital continua a distinguir-se, apesar do crescimento que o Porto também tem vindo a registar.
O aumento da procura e da reabilitação urbana, que tem sido responsável pelo renascimento de edifícios que fazem parte do património arquitetónico e cultural das cidades, tem sido responsável pelo desenvolvimento do segmento residencial em Lisboa e no Porto.
Cidades que têm assistido à abertura de escritórios dotados de caraterísticas que convidam a um maior trabalho em equipa e entre equipas. Espaços que respondem às atuais tendências do mundo laboral e que deverão vir a convencer até mesmos as empresas mais “conservadoras e tradicionais”, como aponta o estudo “Tendências do mercado imobiliário”, da CBRE.

Como será o futuro da mobilidade?

Há muito que a mobilidade integra a agenda política e pública dos países europeus, pelo que perceber as expetativas dos europeus sobre este tema torna-se fundamental, como demonstrado pelo estudo “European Mobilities Observatory”. Estudo que revela que, em média, os europeus despendem aproximadamente de duas horas diárias na deslocação casa-trabalho/ trabalho-casa, independentemente do meio de transporte usado, embora em Portugal este tempo seja inferior.
O automóvel é o meio de transporte preferido dos europeus para as suas deslocações diárias obrigatórias, quer nos centros urbanos quer nas zonas rurais. E quando inquiridos sobre o futuro da mobilidade, os europeus acreditam na existência de infraestruturas inteligentes capazes de se adaptarem às condições do trânsito, na existência de veículos sem motoristas e de mais veículos elétricos.
E foi também no âmbito do futuro da mobilidade que teve lugar a 2ª edição do Fórum Nissan da Mobilidade Inteligente, onde foram debatidos as oportunidades e os desafios da forma como os automóveis se movem e se relacionam com a sociedade.
Automóveis que são repositórios móveis e ativos na gestão da energia, capazes de fornecer energia para casas ou empresas, ou inclusive para a rede elétrica, movidos com zero emissões de carbono e que interagem e se conectam com as cidades e as pessoas constituem a visão da Nissan para a Mobilidade Inteligente.
Visão que será, por certo, muito em breve uma parte ativa na resposta às necessidades de mobilidade dos europeus.

China “na linha da frente” da confiança

Na edição de 2018 do Edelman Trust Barometer, a China é o país em que a confiança impera, quer nas elites informadas (83%), como no público geral (74%), superando assim os outros 27 países analisados.
Comparativamente a 2017, as dimensões Governo (Líderes Políticos), e Empresas foram as que mais cresceram. No público informado, a confiança nas Empresas aumentou 4% (de 81 para 85%) e no Governo 3% (de 86 para 89%). Por sua vez, os resultados do público geral demonstram que a confiança no Governo ascendeu oito pontos percentuais (de 76 para 86%), e nas Empresas sete pontos percentuais (67 para 74%).
E quando comparada aos Estados Unidos da América a população chinesa tende a afirmar que confia mais no seu Governo (Líderes Políticos), enquanto que nos Estados Unidos da América a confiança recai sobre as Organizações Não Governamentais.
No topo do barómetro os países que seguem o “gigante asiático” são a Indonésia, a Índia e os Emirados Árabes Unidos.
#TrustBarometer

Confiança nos Estados Unidos da América decresce na era “Trump”

Pela primeira vez na história do Edelman Trust Barometer, que tem 17 anos, os Estados Unidos da América registaram o maior colapso de confiança de sempre, ficando abaixo da Rússia e da África do Sul.
A confiança decresceu em todos as dimensões analisadas pelo estudo: Governo (Líderes Políticos) – que diminuiu 14 pontos para 33% entre toda a população e 30% para 33% entre os públicos mais informados, e nas Empresas, nos Media e nas Organizações Não Governamentais, que registaram declínios de 10 a 20%.
#TrustBarometer

Cidadãos preocupados com “fake news”

O estudo Edelman Trust Barometer revela que os cidadãos estão preocupados com o crescimento do fenómeno das “fake news”. Preocupação transversal aos inquiridos dos 28 países, dos cinco continentes, que integram o estudo que analisa o nível de confiança de Governo (Líderes Políticos), Organizações Não Governamentais, Empresas e Media.
Em termos globais, aproximadamente 7 em cada 10 entrevistados receia que as “fake news” possa ser usada como “arma”.
Ainda sobre a temática das “fake news”, 59% dos entrevistados afirma ser cada vez mais difícil distinguir se uma notícia foi produzida por um meio de comunicação social respeitado e credível e, em média, 63% não sabe distinguir uma notícia verdadeira de uma notícia falsa.
#TrustBarometer